Nada entra na sua rede.
O runtime opera em modo outbound-only: as conexões partem sempre do Data Omnis em direção às fontes que você autorizou. Não existe porta aberta, túnel reverso nem agente instalado que aceite conexão de fora para dentro. A superfície de exposição da sua rede não aumenta com a adoção da plataforma.
Cada cliente, seu próprio mundo.
- Organização e workspace: nenhum recurso é compartilhado entre clientes.
- Isolamento no banco: aplicado por Row-Level Security no PostgreSQL: as consultas são filtradas pelo identificador do inquilino no nível do banco, não apenas na aplicação.
- Autenticação: identidade gerenciada por Keycloak, com token assinado por requisição e papéis de administrador e membro.
- Credenciais de conexão: cifradas em repouso com chave dedicada. Nunca aparecem em log, tela ou resposta de API.
- Modelo de linguagem: você pode usar a sua própria chave de provedor. A chave é da organização, cifrada; nenhum usuário a vê ou transporta.
Garantido por estrutura
- Colunas sensíveis não entram na consulta. Campos marcados como dado pessoal são excluídos na camada que monta a consulta. O modelo não recebe, e portanto não pode revelar.
- Somente agregados nos painéis. Contagem, soma, média e agrupamento. Não há caminho para leitura de linha individual por essa via.
- Escrita exige aprovação humana. O agente propõe; uma pessoa autorizada aprova, e fica o registro de quem aprovou.
- Escopo do departamento. O conteúdo do painel de uma área é restrito aos ativos daquela área, verificado na execução.
Em endurecimento, e dizemos isso abertamente
Na conversa livre, o alcance do agente é determinado pelo pacote de contexto configurado e pelas fontes conectadas ao workspace. Estamos evoluindo esse controle para que a restrição por departamento seja verificada estruturalmente também na leitura conversacional. Em ambientes com segregação rígida entre áreas, recomendamos hoje um workspace por área, o que torna o isolamento estrutural em todas as vias.
Preferimos declarar isso do que apresentar uma garantia que não sustentaríamos numa auditoria.
Nenhum acesso sem registro.
Cada leitura de dado (por pessoa ou por agente) gera um registro em trilha somente-acréscimo, não editável e não apagável pela aplicação:
| Campo | Para que serve |
|---|---|
| Quem | Usuário ou agente que originou o acesso |
| O quê | Recurso consultado e conjunto de dados envolvido |
| Quando | Data e hora |
| Finalidade | A finalidade declarada, ligada à base legal |
| Decisão de política | Permitido ou negado, e por qual regra |
| Tratamento aplicado | O que foi mascarado ou excluído |
Acessos negados também são registrados. Numa auditoria, isso é tão relevante quanto os permitidos: demonstra que a política estava ativa e foi aplicada.
Aderência à LGPD
| Exigência | Como atendemos |
|---|---|
| Finalidade (art. 6º, I) | Registrada em cada acesso, não inferida depois |
| Necessidade e minimização | Colunas pessoais excluídas por padrão; trabalho com agregados |
| Segurança (art. 46) | Isolamento por inquilino no banco, credenciais cifradas, tráfego cifrado |
| Prestação de contas (art. 6º, X) | Trilha somente-acréscimo, exportável para o encarregado |
| Transferência externa | Envio por e-mail bloqueado por padrão; só para domínios autorizados, com registro |
| Direitos do titular | Os registros permitem localizar em quais operações um dado foi usado |
Perguntas frequentes
O dado do cliente é usado para treinar modelos?
Não. Quando você usa a própria chave de provedor, valem as suas condições contratuais com ele.
O que fica armazenado?
Metadados (nomes de tabelas, colunas, descrições e relações) e os resultados agregados que compõem painéis e relatórios.
E se um agente tentar acessar algo fora do permitido?
O acesso é negado e o evento fica registrado com a razão, visível no painel de governança.
Quem consegue alterar a trilha de auditoria?
Ninguém pela aplicação. Ela é somente-acréscimo por desenho.
Qual o mínimo de permissão que vocês pedem?
O menor possível. Nos conectores de arquivo em nuvem, leitura no bucket que você indicar. No OneDrive, o drive do próprio usuário que autorizou. Acesso a arquivos da organização é opt-in explícito e aí sim envolve o administrador de vocês.